Os exames de imagem são uma importante ferramenta na detecção de doenças, servindo para fazer um diagnóstico ainda na fase inicial do problema, o que permite maiores chances de sucesso no tratamento.

Desde uma simples gastrite até diversos tipos de câncer, é possível identificar inúmeras alterações em nosso corpo através de um exame de imagem. Além disso, uma boa notícia é que as tecnologias médicas vem avançando, o que barateia o custo dos exames, e consequentemente os torna mais acessíveis.

Se você quer saber o que são exames de imagem, como funcionam e quais são os seus tipos, este guia é para você. Continue a leitura e veja o conteúdo que preparei sobre o assunto!

O que são exames de imagem?

Os exames de imagem são uma forma precisa e segura de identificar alterações no organismo ou doenças, e são uma ferramenta fundamental da medicina diagnóstica.

Quando você vai a uma consulta médica e descreve seus sintomas, em geral o especialista pede alguns exames que o ajudarão a determinar a causa dos seus problemas.

Por exemplo, se você se queixa de constantes dores de cabeça, seu médico provavelmente pedirá uma tomografia computadorizada do crânio, para verificar se há algum tipo de tumor ou alteração estrutural.

Afastadas as hipóteses mais perigosas, o profissional poderá investigar outras possíveis causas, como enxaqueca, necessidade de usar óculos, stress, distúrbio de ansiedade etc.

Mais adiante, explicarei melhor para você o que é e como funciona a tomografia computadorizada, assim como os demais tipos de exame de imagem!

Qual é a função dos exames de imagem?

Os exames de imagem têm como função dar suporte ao trabalho do médico. Isso porque cada organismo é único e se encontra em condições também únicas, por isso, mesmo com todo seu conhecimento, o médico dificilmente conseguirá dar um diagnóstico preciso sozinho.

É claro que, em muitos casos, é possível determinar algumas doenças ou problemas somente com um exame mais superficial e que pode ser feito pelo próprio médico.

Por exemplo, um otorrinolaringologista pode detectar uma simples otite ou inflamação na garganta observando a região com uma luz apropriada, um oftalmologista pode determinar o grau de miopia ou hipermetropia de um paciente só com seu equipamento básico de consultório etc.

No entanto, os exames de imagem servem justamente para que o médico enxergue partes mais internas do corpo, como ossos, órgãos, o cérebro etc.

Os exames de imagem são importantes porque muitas doenças graves e mais raras apresentam sintomas similares aos de problemas mais simples. Por exemplo, um tumor cerebral muitas vezes pode ser confundido com uma simples enxaqueca sem exame de imagem.

Por isso, uma investigação mais aprofundada é fundamental para que seja possível chegar a um diagnóstico mais preciso e correto, e para que seja iniciado o tratamento para a condição realmente apresentada pelo paciente.

Todos os exames de imagem são feitos por um médico radiologista que, além de obter as imagens requeridas pelo seu médico, também elaborará um laudo técnico.

Quando você retorna ao consultório com o exame pronto, o papel do médico é fazer uma leitura das imagens e interpretar o laudo, explicando para você sobre os resultados, o que eles significam, e dando orientações sobre como lidar com o diagnóstico.

Muitas vezes, quando o exame de imagem detecta alguma anormalidade, acaba sendo necessário refazê-lo com uma biópsia, que é uma investigação ainda mais aprofundada e específica, pois retira um pedacinho da região a ser estudada para exame bioquímico.

Não se preocupe se isso for necessário para você, pois a biópsia é indolor, e muitas vezes essa remoção de tecido danificado ou anormal acaba resolvendo o problema.

Quais os principais exames de imagem?

Existem vários tipos de exames de imagem, e alguns acabam se tornando, até mesmo, de rotina após certa idade, ou de acordo com a sua propensão hereditária. Listei a seguir os principais para você conhecer melhor e saber como funcionam!

Raio-X

Os exames de raio-X, também chamado de radiografia convencional, é um dos mais comuns justamente pelo baixo custo do equipamento e de operação. Ele serve para detectar ossos fraturados, alterações nos pulmões e na região abdominal, principalmente para o sistema gástrico.

Este exame utiliza um feixe de íons que atravessa os tecidos do corpo e permite a captação das imagens. A quantidade de radiação emitida pela máquina de raio-X é irrisória, e só traria riscos à saúde se você fizesse exames desse tipo com muita frequência.

Em alguns casos, é necessário fazer a radiografia contrastada, ou seja, há ingestão de uma substância contrastante para que seja possível visualizar melhor as estruturas corporais internas.

A ingestão de contraste pode causar náuseas, gosto metálico na boca e pruridos (coceira e vermelhidão). Caso esses sintomas sejam persistentes, é recomendado procurar um atendimento médico emergencial (pronto-socorro).

Ultrassom

Conforme o nome sugere, o exame de ultrassom é feito através da emissão de um som acima da frequência captada pelo ouvido humano, e essas ondas formam imagens ao reverberarem no seu corpo.

A ultrassonografia é mais conhecida por ser utilizada em gestantes para acompanhar o crescimento intrauterino do bebê, porém, também pode ser utilizado para visualizar órgãos e estruturas internas, ou em basicamente qualquer parte da pele, para investigar estruturas que possam ser indício de câncer de pele, por exemplo.

Além disso, também há o ultrassom transretal, para identificar câncer de próstata, e o ultrassom transvaginal, recomendado para investigar qualquer alteração que esteja ocorrendo no útero, trompas e ovários.

Ele geralmente é recomendado pelo ginecologista quando há sangramento vaginal, infecções (como o HPV) e suspeita de gravidez ectópica – quando o óvulo fecundado se fixa fora do útero, geralmente nas trompas.

Ambos são realizados com uma estrutura especial de tamanho bastante pequeno que é devidamente lubrificado, e não causam dor, no máximo um pequeno desconforto. Por isso, se seu médico recomendou um deles, é fundamental deixar o medo de lado e fazer o exame, ok?

Mamografia e densitometria óssea

Estes são dois exames que utilizam raios-X, mas de maneiras diferentes. As mamas são uma região muito delicada do corpo, por isso, a fonte de radiação é um elemento químico chamado molibdênio, mais brando para o organismo.

A mamografia serve para identificar o câncer de mama, doença que pode ocorrer inclusive em homens. Já a densitometria óssea mede se houve perda óssea, e se o paciente está com princípio de osteoporose ou outras doenças degenerativas dos ossos.

Ambos os exames devem ser feitos regularmente a partir dos 60 anos de idade. Para quem tem histórico de câncer de mama na família, a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos.

Ressonância magnética e tomografia computadorizada

A ressonância magnética é um exame mais moderno, que em alguns casos substitui a radiografia convencional, principalmente quando se trata de examinar o cérebro.

A ressonância magnética ainda é um exame de alto custo, que não faz uso de radiação, e sim de um campo magnético presente na máquina que realiza o exame.

Suas principais vantagens em relação aos exames radiológicos são a precisão e nitidez das imagens, e o uso de contrastes menos tóxicos quando necessário.

Já a tomografia computadorizada é uma espécie de intermediário entre os exames convencionais de raio-X e a ressonância magnética. Ela é melhor para visualizar ossos, enquanto a ressonância é ideal para articulações e ligamentos.

Qual a diferença entre exames de imagem e exames endoscópicos?

Os exames de imagem permitem a visualização das estruturas internas do organismo através da sua pele, sem haver a necessidade de inserir nenhum tipo de equipamento dentro do seu corpo.

Mesmo no caso dos exames de ultrassom transvaginal e transretal, o aparelho é introduzido somente de maneira superficial e consegue criar imagens de todo o aparelho reprodutor feminino ou próstata.

Por exemplo, o ultrassom transvaginal é inserido somente nos primeiros centímetros da vagina, porém possibilita visualizar o útero, colo do útero, trompas e demais estruturas.

Já os exames endoscópicos são aqueles que inserem uma pequena câmera no interior do corpo, a fim de fazer fotografias reais dos seus órgãos! Ou seja, nos exames de imagem o que você vê não é uma fotografia, e sim uma representação do interior do seu corpo, obtida através da reverberação de ondas, sejam elas sonoras, magnéticas ou de íons.

Confira, a seguir, os principais exames endoscópicos.

Endoscopia digestiva alta

Conhecido simplesmente como endoscopia, esse exame é solicitado pelo gastroenterologista ou clínico geral quando o paciente apresenta sintomas como refluxo, dores de estômago constantes, sensação de acidez, etc.

Este exame serve para diagnosticar gastrite, úlcera e câncer de estômago, e é feito com a inserção de tubos flexíveis, com o paciente sob sedação. Como preparo, requer somente jejum completo por 12 horas, inclusive de líquidos.

A endoscopia não causa nenhum efeito colateral, porém, devido ao sedativo, é obrigatório que o paciente leve um acompanhante adulto, e que não dirija nem trabalhe no restante do dia.

Colonoscopia

A colonoscopia é a endoscopia do intestino grosso e do reto, servindo para analisar a causa de sangramentos anais, fezes com aparência anormal, acompanhar ou tratar a colite e procurar por pólipos ou câncer de intestino.

Também é feita com sedação e acompanhante maior de idade. O preparo para a colonoscopia dura 3 dias e inclui a não ingestão de alimentos com coloração vermelha ou roxa e uso de medicação laxativa para limpeza total do cólon.

Broncoscopia

A broncoscopia serve para diagnosticar ou tratar alterações nos brônquios pulmonares ou na traqueia (vias aéreas inferiores), podendo também examinar a faringe e laringe (vias aéreas superiores).

Este exame é feito sob sedação ou, caso necessário, anestesia geral. Serve para coletar material biológico para análise em caso de doenças do trato respiratório.

Qual a importância dos exames de imagem?

Você já sabe que os exames de imagem servem para dar apoio e embasamento ao diagnóstico do seu médico, permitindo que ele chegue a uma conclusão completa e precisa e possa indicar o tratamento ideal para você.

No entanto, os exames de imagem também são fundamentais em alguns outros aspectos. Veja agora um pouco mais sobre eles!

Diagnóstico precoce

Os exames de imagem são um das melhores formas de fazer um diagnóstico precoce de uma doença, o que aumenta as chances de sucesso no seu tratamento. Por exemplo, no caso da mamografia, é possível detectar um nódulo tão pequeno que ainda não chegou a ser notado através do autoexame das mamas (que é feito pelo tato).

Fazer exames de imagem regularmente, conforme indicado pelo seu médico, permite que você tenha boas chances de ser diagnosticado quando a doença ainda é assintomática, ou seja, num estágio bem inicial.

Investigação de sintomas

Quando você apresenta sintomas que podem indicar uma doença mais grave, é fundamental que eles sejam investigados minuciosamente. Os exames de imagem são uma ferramenta precisa para o seu diagnóstico.

Eles servem não somente para a detecção de doenças, mas também para a eliminação de hipóteses na hora de o seu médico chegar a uma conclusão.

Determinar informações sobre tumores

Os exames de imagem permitem determinar com precisão a localização de um tumor e em qual estágio de desenvolvimento ele se encontra, seja ele maligno ou benigno.

Isso faz toda a diferença na hora de o seu médico decidir qual tipo de tratamento e abordagem devem ser adotados para a cura ou remoção, quando possível. Mesmo no caso das doenças mais sérias, isto permite atrasar o seu avanço.

Acompanhar evolução e reincidência

Os exames de imagem também devem ser feitos após o tratamento, para determinar se ele foi efetivo. Para os pacientes com câncer, é fundamental fazer este acompanhamento periodicamente, pois o corpo só está totalmente livre da doença após vários anos sem reincidência.

Acompanhar o resultado do tratamento também é importante no caso de fraturas ósseas, lesões uterinas, problemas pulmonares, entre outros.

Quais as limitações dos exames de imagem?

Os exames de imagem são bastante acurados e precisos, porém, possuem duas principais limitações. Explicarei a seguir um pouco sobre cada uma delas.

Tamanhos relativos

As células são estruturas microscópicas, portanto, quando é possível identificar um tumor, lesão ou outro tipo de alteração a olho nu, isso significa que há bilhões de células danificadas.

Isso é relevante principalmente quando se trata de um câncer ou outra doença em que as células afetadas se multiplicam, pois significa que, mesmo quando há diagnóstico precoce, já houve um progresso considerável da doença.

Os exames de imagem obviamente também não podem prever que uma doença acontecerá daqui determinado período de tempo, por isso, só a repetição periódica dos exames poderá dar mais segurança neste sentido.

Necessidade de biópsia

Os exames de imagem mostram só a aparência da área examinada. No caso da maioria das alterações, ao passo que isso elimina várias hipóteses, ainda é necessário fazer uma análise mais específica para compreender do que se trata.

Por exemplo, se durante um ultrassom transvaginal for detectado um tecido anormal (geralmente seu aspecto visual é o de uma manchinha), é necessário realizar a análise laboratorial, coletando uma amostra da área.

Neste caso, deve ser realizada uma colposcopia (exame de Papanicolau) com biópsia, um exame que é mais doloroso para a mulher por ser mais invasivo.

Neste exemplo, apesar de haver a necessidade de um segundo exame que causa desconforto para a paciente, ainda é possível coletar uma amostra com relativa facilidade. Porém, quando se trata de uma parte mais interna, como um órgão ou um cérebro, isso fica prejudicado.

As análises laboratoriais (biópsias) são extremamente úteis para complementar as análises dos exames clínico e de imagem, porém nem sempre é viável fazê-las.

Por que exames de rotina são importantes?

Agora que já expliquei para você tudo sobre os exames de imagem, que geralmente não são rotineiros, falarei um pouco sobre os exames de rotina e sua importância.

Visitar um médico da sua confiança regularmente é importante para verificar se continua tudo em ordem no seu corpo, e se há mudanças de hábito, alimentação e estilo de vida que você deve fazer para ser mais saudável e feliz!

Se você não tem nenhuma doença detectada, o ideal é se consultar com um clínico geral uma vez por ano. Ele passará exames básicos como um hemograma, que é a melhor forma de avaliar o estado geral da sua saúde.

Caso haja alguma alteração específica (hormonal, por exemplo), o clínico geral poderá encaminhar você para um especialista que indicará o melhor tratamento para o seu caso.

As mulheres devem fazer um check-up anual com o ginecologista, que além de fazer exames básicos como o toque das mamas e o Papanicolau, também deve conversar com você sobre métodos contraceptivos, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e qualquer alteração referente ao seu ciclo e fluxo menstrual.

Após os 40 anos, é necessário redobrar os cuidados com a saúde, pois essa é a idade em que doenças mais sérias, geralmente hereditárias, costumam aparecer.

Isso também vale para os homens, que em geral são os que mais evitam ir ao médico. Com a chegada da meia idade, é fundamental visitar o seu urologista com mais frequência.

Mas lembre-se que, se antes dessa idade você tiver algum problema relacionado à uretra, como infecção urinária, disfunção erétil, ejaculação precoce ou, simplesmente, quiser realizar uma vasectomia, você deve procurar um urologista imediatamente, ok?

Os exames de rotina são fundamentais para que seja feita uma manutenção e acompanhamento constantes da sua saúde.

Nunca ignore ou subestime sintomas considerados banais, como dores de cabeça, dores no corpo, fadiga, tonturas etc., eles podem ser indicativos de alguma condição bem séria que poderá passar anos sem diagnóstico por sua negligência!

Por que evitamos ir ao médico?

Em nosso país, seja devido à falta de tempo ou às condições financeiras, a maioria das pessoas acaba só indo ao médico quando já está doente, ou com sintomas persistentes há algum tempo.

Esta cultura é bastante maléfica para a saúde, pois muitas vezes deixa-se de detectar e tratar doenças simples que acabam evoluindo para quadros mais graves e perigosos, que requerem tratamento mais complexo.

Muitas pessoas adiam a ida ao médico porque não têm acesso a um convênio médico ou, acham que o Sistema Único de Saúde é muito moroso. Outra reclamação é que o agendamento costuma ser demorado e aborrecido, feito por telefone.

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