Você sente que algum alimento não cai bem ou que determinado produto causa reações estranhas em seu corpo? Nesses casos, é possível que tenha desenvolvido intolerância alimentar. O problema é mais comum do que imaginamos e, dependendo do tipo de substância, pode acometer uma grande parcela da população.

Aprender mais sobre a condição é importante para evitar desconfortos que impactam a saúde de crianças, adultos e idosos. Afinal, assim como outras pessoas, você provavelmente já se fez as seguintes perguntas: “como saber se tenho intolerância alimentar?”, “é a mesma coisa que alergia?”, “quais são os principais sintomas?”.

É para sanar essas e outras dúvidas que elaborei este conteúdo. Portanto, se deseja entender melhor as causas, os efeitos e os tratamentos para a intolerância, basta prosseguir na leitura!

O que é intolerância alimentar?

É a dificuldade que um indivíduo tem para digerir determinadas substâncias presentes nos alimentos. Ela acontece devido à carência de certas enzimas que seriam necessárias para processar o ingrediente. Como resultado desse desequilíbrio, o organismo passa a apresentar reações variadas.

Muitas pessoas confundem as intolerâncias alimentares com as alergias alimentares, mas não são a mesma coisa. A principal diferença entre elas está no tipo de resposta que o corpo dá ao entrar em contato com o produto ingerido.

Quando o problema é uma alergia, seu organismo gera uma resposta imunológica logo após a refeição. Em outras palavras, ele entende que entrou em contato com um agente agressor. Tal mecanismo é conhecido como sensibilização e resulta na liberação de anticorpos e histamina.

A intolerância, por outro lado, afeta apenas o metabolismo. Isso porque ocorre apenas quando o corpo não consegue processar muito bem um alimento, gerando efeitos colaterais em diferentes intensidades e que variam de uma pessoa para outra.

Outro aspecto que diferencia alergia de intolerância alimentar é a faixa etária acometida. Enquanto a primeira costuma surgir na infância e ter caráter genético, a segunda pode afetar indivíduos em qualquer idade, com ou sem histórico familiar.

Em caso de alergia, mesmo que a pessoa siga uma alimentação saudável, pode apresentar sintomas graves em contato com pequenas quantidades da substância alergênica. Na intolerância, o perigo não é tão grande, embora a condição exija cuidados para evitar incômodos que interferem no bem-estar.

Por que a intolerância alimentar acontece?

A principal causa do problema é a falta ou deficiência de uma enzima digestiva específica. Assim, quanto mais a pessoa come o alimento que precisaria de quantidades adequadas da enzima ausente, mais chances tem de passar mal após a refeição.

Nesses casos, o açúcar do ingrediente ingerido não é absorvido por completo pelo organismo. Então, fica retido e acumulado no estômago, provocando saturação e gerando diversos desconfortos, dos quais falarei mais adiante.

As causas também podem ter origem genética ou resultar de alterações anatômicas, do uso de certos medicamentos ou do mau funcionamento de alguma glândula envolvida no processo digestivo.

Isso explica porque indivíduos submetidos a cirurgias que envolvem a diminuição do estômago, por exemplo, podem perder a capacidade de absorver determinadas substâncias. Infecções também costumam interferir nesse processo de absorção e, portanto, contribuem para o desenvolvimento de intolerâncias.

Considerando as causas, é errado pensar que o problema tem origem na prática de maus hábitos alimentares. Ainda que um cardápio variado seja o caminho para um corpo sadio, nada pode garantir que você nunca sofrerá de intolerância a produtos considerados saudáveis, como frutas e grãos.

Quais são as substâncias que mais causam intolerância?

Com tantos produtos para consumo disponíveis, é esperado que existam vários tipos de intolerâncias alimentares — e uma pessoa pode desenvolver mais de uma ao mesmo tempo! Listei as principais e também os alimentos que costumam estar envolvidos.

Lactose

É grande o número de pessoas que não têm enzimas suficientes para metabolizar o açúcar do leite. Não é à toa que a intolerância à lactose é a mais comum entre crianças e adultos. Mesmo que os laticínios façam parte da dieta de boa parcela da população, é esperado que, a partir de uma certa idade (por volta dos 3 anos), todo organismo apresente dificuldades para digerir o açúcar ou a proteína do leite.

Glúten

Produtos feitos com a proteína encontrada no trigo também estão entre os principais causadores de intolerância alimentar. Algumas substâncias encontradas no centeio e na cevada são muito parecidas com essa proteína e também tendem a gerar desconforto.

Frutose

Nesse tipo de intolerância, o organismo encontra dificuldades para processar o açúcar das frutas, de alguns legumes e até do mel.

Sacarose

A sacarose é o tradicional açúcar de mesa. Portanto, é comum que pessoas com intolerância a esse tipo de carboidrato não consigam consumir doces em geral (bolos, sorvetes, cremes etc.).

É importante considerar que muitos alimentos são compostos por várias das substâncias citadas. Portanto, é preciso ter atenção redobrada antes de consumi-los, a fim de conferir cada ingrediente. Na lista de produtos que mais causam intolerâncias, estão:

  • leite e derivados;
  • grãos;
  • ovos;
  • frutas cítricas;
  • banana;
  • chocolates;
  • pimentas;
  • nozes;
  • especiarias;
  • folhas, como couve e espinafre;
  • repolho;
  • peixes;
  • crustáceos;
  • carnes processadas;
  • glutamato monossódico;
  • chás;
  • cafés;
  • vinho tinto.

Alguns aditivos presentes em produtos industrializados (como bolachas, embutidos, temperos) também são fontes frequentes de intolerâncias alimentares. Entre eles, estão os conservantes, os corantes, os aromatizantes, os antioxidantes e os intensificadores de sabor.

Quais são os sintomas da intolerância alimentar?

Os sinais de desconforto costumam ser sentidos na primeira exposição ao alimento, com intensidades que variam de acordo com a quantidade ingerida. Cabe destacar que algumas pessoas podem sentir o efeito colateral assim que a substância chega ao estômago, outras, somente após algumas horas.

Dor abdominal

Esse tipo de dor é bastante incômodo e surge porque o corpo não tem condições de digerir a comida corretamente. Na maioria dos casos, ocorre logo após a refeição, quando a intensidade é maior. Às vezes, pode acompanhar a pessoa ao longo do dia, principalmente se o alimento causador for ingerido mais de uma vez.

Barriga inchada

Esse sintoma é resultado de restos alimentares não digeridos que fermentam no intestino, causando acúmulo de gases e deixando toda a região do abdômen estufada. Junto a isso, também pode surgir a diarreia, que faz com que a pessoa sinta vontade urgente de ir ao banheiro ao longo do dia.

Cansaço físico e mental

As intolerâncias alimentares promovem um estado de inflamação constante do corpo e, principalmente, do intestino. Isso faz com que o organismo gaste mais energia para se manter funcionando, o que pode resultar em fadiga e falta de disposição. É comum, inclusive, que pessoas com esse problema apresentem um cansaço excessivo que não desaparece mesmo após uma boa noite de sono.

Dor de cabeça constante

Enxaqueca e tensão em pontos específicos da face costumam ser indicativo de vários problemas, que podem ser graves ou não. É importante lembrar que as inflamações no intestino interferem na produção de neurotransmissores. Por isso, quando as dores de cabeça não melhoram com qualquer tipo de tratamento, vale considerar a possibilidade de intolerância a determinado alimento.

Agitação excessiva

Nervosismo, ansiedade e agitação costumam aparecer quando uma pessoa com intolerância consome bebidas ricas em cafeína. Para ela, determinados preparos, como chás, café e chimarrão, podem levar ao estresse digestivo, ao suor e ao aumento da pressão sanguínea. Uma alternativa é sempre substituir os produtos tradicionais por versões descafeinadas.

Coceira e manchas na pele

O aspecto da pele tem bastante ligação com a saúde do intestino. Assim, se esse órgão desenvolver uma inflamação a partir de uma intolerância alimentar, a pessoa pode apresentar vermelhidão, pequenas bolinhas e até coceira em várias partes do corpo. As regiões mais atingidas são os joelhos, cotovelos, nádegas e couro cabeludo.

Dor nas articulações

Embora seja um sintoma raro, não deve ser descartado. Para quem sofre com o problema, as dores podem ir além e atingir os músculos. Em indivíduos que sofrem com fibromialgia, por exemplo, os sintomas tendem a piorar assim que um alimento causador de intolerância é consumido.

Azia frequente

A má digestão é comum entre pessoas que sofrem com algum tipo de intolerância alimentar. Afinal, quando o corpo não consegue processar uma substância específica, o conteúdo do estômago tende a subir até o esôfago e causar a temida sensação de queimação na garganta.

Perda de peso

Esse sintoma é resultado de vários outros e acontece quando a pessoa passa a ter receio de se alimentar. Muitas vezes, o indivíduo sente o desconforto sem saber que se trata de um problema específico. Assim, a tendência é evitar determinadas refeições ou realizá-las de forma incompleta. As consequências são a perda de massa muscular e a diminuição considerável de peso.

Muitos sinais aparecem de maneira individual ou acompanhados de outros. Pessoas mais sensíveis também podem apresentar náuseas e vômitos sempre que um alimento inadequado for ingerido.

Como saber se há intolerância alimentar?

Hoje, as pessoas andam atentas aos sinais enviados pelo corpo, sem contar que têm o apoio da internet para encontrar informações sobre diversos problemas. Portanto, se, alguma vez, você apresentou os sintomas citados, já deve ter perdido um bom tempo procurando as causas em sites e blogs.

Acontece que não é possível determinar a existência de intolerância com base em uma rápida pesquisa. É preciso observar as reações, fazer testes e confirmar (ou não) o transtorno com um médico. Isso porque os sintomas podem ser vagos ou ter relação com outro tipo de problema.

Se você desconfia que tem intolerância a determinada substância, pode combinar várias práticas antes de se consultar com um especialista. Dessa forma, terá informações relevantes para passar ao médico, facilitando o diagnóstico e a definição do tratamento mais adequado.

Para começar, mantenha um diário alimentar com registros de todas as suas refeições. Anote os produtos envolvidos em cada prato — e também nas bebidas! —, a quantidade média ingerida e as sensações que surgem, tanto após a ingestão quanto ao longo do dia.

O ideal é fazer esse experimento durante um mês. Assim, fica mais fácil observar se há um padrão, ou seja, ingredientes que sempre estão envolvidos quando você apresenta algum desconforto. Também vale excluir alimentos suspeitos da dieta para verificar se os sintomas de indisposição são amenizados.

Como diagnosticar o problema?

Pode levar algum tempo até que uma pessoa descubra que sofre de intolerância a determinado tipo de alimento — imagine ouvir do dermatologista que as manchas vermelhas não representam um resultado de uma doença de pele? Isso acontece porque o diagnóstico é de difícil precisão e exige um levantamento clínico do paciente.

A partir da suspeita, você deve procurar um gastroenterologista para avaliar sua frequência alimentar e realizar exames físicos e testes bioquímicos e imunológicos. Ainda assim, não há um método com eficácia 100% comprovada para determinar esse tipo de problema.

O acompanhamento de um médico de sua confiança é essencial para não deixar que detalhes passem batidos durante a avaliação. Ao ouvir seu depoimento, o profissional pode descobrir, por exemplo, que houve mudança repentina no padrão alimentar devido a uma viagem ou por conta da troca de estação.

Nesses casos, é possível que a transição de uma dieta mais leve para uma mais pesada, ou vice-versa, tenha favorecido a ocorrência da intolerância alimentar. Isso porque a mudança súbita de hábitos altera o fator emocional e as condições físicas e imunológicas, desencadeando reações diversas.

Quais exames devem ser realizados?

Em geral, os médicos solicitam exames que indicam a concentração de imunoglobulinas específicas (IgG) no sangue, a fim de observar as reações do organismo em contato com os alimentos ingeridos. Nutricionistas, clínicos gerais e alergologistas também são capacitados a fazer esse exame.

O diagnóstico com diferentes práticas é importante para eliminar a suspeita de alergia, que, como dito, é uma condição mais grave. Por isso, além de obter os valores de IgG, muitos médicos também realizam exame de fezes para verificar se há sangue causado por lesões no intestino.

Dependendo do caso, o especialista poderá sugerir que você faça o teste da provocação. Ele é muito parecido com o experimento realizado em casa, que consiste em ingerir a substância suspeita e anotar os efeitos que causa no organismo. A condição do organismo na ausência dessa mesma substância também é importante para definir se determinado produto deve ou não ser evitado na dieta.

“Então, como saber se tenho intolerância alimentar?”. Simples: procure um médico e colabore com os procedimentos solicitados. Quanto mais completa e detalhada for a avaliação, mais chances de descobrir se o desconforto que você vem sentindo tem origem na falta ou deficiência de determinada enzima.

Quais são os cuidados necessários com a intolerância alimentar?

Ainda que não cause reações tão sérias quanto as alergias — muitas tendem a causar edema de glote, que dificulta a respiração e pode ser fatal —, a intolerância alimentar deve ser controlada. Afinal, dependendo do tipo de desconforto gerado, diminui consideravelmente a qualidade de vida do paciente.

Cabe destacar que, além dos problemas gastrointestinais, neurológicos e cutâneos, esse transtorno também pode causar febres, irregularidade menstrual, rinite, otite, tosse e crises de asma. Logo, quando os sintomas são tratados e contidos, a pessoa sente uma melhora geral no humor e no sono.

O cuidado deve ser maior por parte de crianças e gestantes porque são grupos que necessitam de nutrientes específicos. Assim, se tiverem restrição a determinado alimento e cortarem produtos da dieta, o aporte de vitaminas e minerais ficará comprometido, trazendo consequências.

Nesses casos, é essencial identificar o tipo de tolerância o quanto antes e conversar com um especialista para encontrar maneiras de garantir os nutrientes necessários. É possível, por exemplo, substituir determinados alimentos ou fazer a suplementação com orientação médica.

Considerando que todo indivíduo tem probabilidade de sofrer com o transtorno, independentemente da faixa etária, é importante ter disposição para mudar alguns hábitos em prol de uma vida mais feliz e equilibrada. Com algumas adaptações e força de vontade, dá para ter uma rotina normal e livre de preocupações.

O que fazer para tratar e controlar os sintomas?

Ainda que alguns casos possam ser transitórios, não há uma cura para a intolerância alimentar. Isso porque boa parte dos pacientes não tem a enzima responsável por metabolizar a substância que gera a restrição. De qualquer forma, a eliminação do alimento causador é suficiente para manter os sintomas controlados.

Reduza quantidades

Felizmente, muitos dos produtos suspeitos podem ser mantidos no menu, em pequenas porções. Para isso, é fundamental descobrir o nível de aceitação do organismo e jamais ultrapassá-lo. Essa resposta é obtida por meio de tentativa e erro, com testes observados pelo médico que acompanha o quadro.

Respeite o tipo de intolerância

Como tudo na vida, há exceções. Para pessoas com intolerância ao glúten, por exemplo, a restrição total a alguns produtos, como pães, macarrão e biscoitos, é obrigatória. O motivo está no fato de que a ingestão dessa proteína por indivíduos que não conseguem digeri-la pode causar câncer de intestino.

Assim, se o produto que causa a intolerância não fizer muita falta no dia a dia do paciente, o melhor é cortá-lo de vez. Nessas situações, assim como recomendado para crianças e grávidas, é interessante repor os nutrientes por meio de suplementos ou de outros produtos que ofereçam as vitaminas e os minerais necessários.

Faça restrições por alguns períodos

Quando o assunto é intolerância entre o público infantil, é possível que os sintomas sejam amenizados com o crescimento. Nesse grupo, a chance de o problema desaparecer com o tempo é maior se as substâncias forem excluídas da dieta por alguns meses.

Também há casos de adultos que se livram do desconforto após um longo período sem consumir determinados alimentos. Para esses indivíduos, é possível retomar a antiga dieta sem sofrer com problemas digestivos e outros sintomas incômodos.

Use produtos alternativos

O mercado sempre busca formas de agradar diferentes perfis de consumidores. Com o tempo, novas versões de produtos foram desenvolvidas para atender às necessidades de pessoas que sofrem com algum tipo de intolerância alimentar.

O lado bom disso é que você consegue encontrar alimentos livres de determinadas substâncias, como glúten, lactose, frutose, entre outras. Há opções prontas para consumo e ingredientes próprios para usar em receitas e preparos caseiros. Vale a pena pesquisar alternativas e manter uma dieta repleta de bons aromas e sabores.

Como uma clínica especializada pode ajudar com isso?

Cuidar do corpo é essencial para desfrutar de uma vida mais feliz e cheia de disposição. Isso pode significar muitas coisas: manter bons hábitos alimentares, fazer exercícios, passar mais tempo ao lado de pessoas queridas, praticar atividades que geram satisfação, desenvolver uma nova habilidade etc.

Outra ação importante que faz toda a diferença na promoção da saúde é procurar o acompanhamento de um especialista. Manter contato com um profissional de sua confiança é fundamental para identificar e tratar possíveis doenças, sempre respeitando seus limites e necessidades.

Ao fazer consultar regulares, você também realiza os principais exames e obtém informações que ajudam a prevenir maiores problemas. Quanto mais se preocupa com a frequência dos agendamentos, mais chances tem de ser atendido por profissionais de diferentes especialidades.

Dermatologistas, nutricionistas, oftalmologistas e outros podem ser facilmente encontrados em clínicas especializadas. Para contatá-los com mais facilidade, você tem a opção de utilizar sistemas online que fazem a intermediação entre pacientes, médicos e laboratórios.

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Portanto, se a sua dúvida é “como saber se tenho intolerância alimentar?”, não perca mais tempo e agende uma consulta na Comigo Saúde. Dessa forma, você não terá mais impeditivos para fazer todos os check-ups de rotina e levar uma vida mais leve.

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