Certas doenças são alvos de preconceito e acabam por virar um tabu na nossa sociedade. Com isso, muitas pessoas se expõem a elas e nem sequer ficam sabendo que estão no grupo de risco. A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é uma das mais comuns — e, ao mesmo tempo, uma das mais rodeadas de mitos.

Você já sabe: cuidar da saúde é sinônimo de levar uma vida feliz. E é por isso mesmo que eu assumi a missão de preparar este artigo para você. Vou explicar quais são os sintomas da AIDS no organismo, os efeitos, de que forma ocorre a infecção e ainda dar algumas dicas sobre como você pode se proteger. Venha comigo!

O que é a AIDS?

Essa é uma sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, doença causada por um vírus chamado HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Quando ele invade o corpo, as células do nosso sistema imunológico são destruídas, o que abre espaço para inúmeras contaminações. Ou seja: o adoecimento acaba com as defesas do organismo, e a pessoa fica exposta a várias outras enfermidades.

Quais as formas de transmissão do HIV?

A AIDS é uma infecção contagiosa, transmitida pelo contato da mucosa com certos líquidos e secreções corporais de um portador do vírus, como sangue, sêmen, corrimento vaginal ou até o leite materno. Entretanto, a saliva não transmite o vírus, nem o contato com a pele de alguma pessoa doente.

Os modos de transmissão mais comuns são:

  • relações sexuais sem proteção;
  • compartilhamento de materiais contaminados (como agulhas e seringas);
  • transfusão de sangue infectado;
  • transmissão da mãe grávida para o bebê;
  • acidentes de trabalho em laboratórios.

Pessoas com a vida sexual ativa ou usuárias de drogas são os principais grupos de risco. Por isso, se você tem esses costumes, é melhor redobrar o cuidado, ok?

Como é feito o diagnóstico?

Como a doença não apresenta muitos sinais no início, os exames de sangue são as formas mais rápidas e seguras de descobrir se a pessoa é ou não portadora do HIV. Inclusive, um desses exames é oferecido gratuitamente pelo SUS nos postos de saúde, e o resultado fica pronto em 30 minutos. Descobrir o mais rápido possível faz toda a diferença entre viver uma vida normal por vários anos ou sofrer por conta dessa enfermidade.

Quais são os sintomas da AIDS?

No início, a pessoa não apresenta praticamente nenhum indício de que foi contaminada. Porém, entre três e seis semanas depois, aparecem sinais que não são necessariamente específicos — alguns até lembram os sintomas da gripe:

  • feridas e aftas na boca;
  • manchas na pele;
  • dores pelo corpo;
  • dor de garganta;
  • diarreia;
  • febre.

Dentro de alguns meses ou até anos (dependendo do organismo da pessoa), a infecção se torna uma síndrome. O doente fica propenso a adquirir condições que são normalmente fáceis de tratar, mas não consegue se curar porque o sistema imunológico não dá conta de combatê-las. Ao longo do tempo, o portador do vírus fica debilitado e sofre com:

  • feridas e manchas pelo corpo;
  • dificuldade para respirar;
  • falta de memória;
  • perda de peso;
  • fraqueza;
  • desidratação;
  • anemia;
  • tosse.

Como é o tratamento contra o HIV?

Se você desconfiar de que recebeu o vírus, o primeiro passo deve ser procurar o serviço de saúde mais próximo e fazer imediatamente os exames. Caso a patologia seja confirmada, é preciso fazer um acompanhamento com o Serviço de Atendimento Especializado em HIV — equipe que inclui um médico especialista em infecções sexualmente transmissíveis.

Para o portador, são prescritos coquetéis com vários remédios que combatem o avanço do vírus e fortalecem o sistema imunológico. Tudo isso é feito para facilitar a luta contra outras doenças e melhorar a qualidade de vida da pessoa infectada. Além dos coquetéis, é preciso comparecer a consultas médicas regularmente, para que a equipe avalie as condições clínicas do paciente, controle os sintomas do HIV e verifique a efetividade do tratamento.

Entretanto, o portador do vírus precisa se conscientizar sobre algumas mudanças de hábitos, o que é necessário para ter uma vida mais longa e com disposição. Ele deve melhorar radicalmente a qualidade da alimentação, com muitos nutrientes; fazer exercícios físicos sempre que possível; obedecer às recomendações médicas sobre a ingestão dos remédios; não faltar às consultas de acompanhamento e tomar medidas para evitar a contaminação de outras pessoas, como o uso de preservativos nas relações sexuais. Sem moleza!

Existem efeitos colaterais no tratamento?

Infelizmente, sim. Os efeitos variam de acordo com o organismo da pessoa e com o coquetel prescrito, mas, geralmente, eles são:

  • perda de massa corporal;
  • alterações no fígado;
  • falta de apetite;
  • dor de cabeça;
  • vômitos e enjoo.

Para minimizar esses efeitos, não há outra saída: é necessário fazer uma dieta de qualidade, ter compromisso com o tratamento e cuidar direitinho do corpo.

O que fazer para se prevenir?

A melhor forma de combater a proliferação da AIDS é evitando ser pego de surpresa. Para garantir que a sua saúde estará fora de risco, é melhor tomar algumas atitudes básicas:

  • usar preservativo: como a forma mais comum de transmissão do vírus é por meio do ato sexual, o ideal é sempre contar com proteção na hora H, principalmente se não conhecer o histórico do parceiro;
  • usar materiais descartáveis: outra forma recorrente é reaproveitar objetos, como agulhas, lâminas e alicates. Se não for possível descartá-los após o primeiro uso, é indispensável fazer a esterilização sempre que possível;
  • fazer testes antes de engravidar: é comum que as mães transmitam o vírus para os filhos durante a gravidez ou na fase de amamentação. Caso o exame dê positivo, ela deve tomar remédios para evitar a contaminação do bebê, que também deve fazer um acompanhamento médico pediátrico;
  • ter cuidado nas transfusões de sangue: ainda que os bancos de sangue façam um controle rígido, é importante ter certeza de que o sangue recebido passou por testes e está livre de infecções;
  • evitar o uso de drogas: é comum que vários usuários de substâncias psicoativas dividam os objetos utilizados, como agulhas e seringas. Aqui, o melhor a fazer é buscar ajuda para largar de vez o vício e não colocar o organismo em risco.

A AIDS é uma enfermidade carregada de estigma, devido ao preconceito causado pela desinformação. Muitas pessoas desconhecem as formas de contaminação, de tratamento e de controle da doença e acabam por isolar socialmente os portadores. Conviver com os sintomas é extremamente difícil, mas não poder contar com o acolhimento, o apoio e o amparo nas relações sociais só desmotiva a pessoa a se engajar no tratamento.

Portanto, é essencial conhecer os sintomas da AIDS, quais os efeitos dela sobre o organismo e, principalmente, como é possível viver uma vida de qualidade mesmo sendo portador do vírus. Basta se informar, ter algumas atitudes para não espalhar o vírus e, o mais importante, não desistir de si mesmo e do tratamento. É preciso ter muita força.

Agora que você sabe da importância de manter os cuidados sempre em dia, está na hora de fazer aquele check-up básico. Que tal vir conversar comigo? Vou tirar todas as suas dúvidas e auxiliá-lo a marcar suas consultas e seus exames da melhor maneira!